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#45 - Verdades que a gente “opta” por não enxergar



Assim chamam os budistas de Dharma, que é enxergar a realidade como ela é. Criarmos expectativas sobre alguém ou sobre o futuro, o medo sobre as incertezas da vida, a não aceitação do passado, e o apego às idealizações que criamos. Tudo isso colaboram para a nutrição de uma atmosfera ao avesso de não enxergarmos a realidade como de fato ela é.


Uma das piores maneiras de nós nos enganarmos é a de nos manipularmos por coisas que já sabemos como elas são. Por vezes recebemos respostas muito mais através de atitudes do que com as próprias palavras, por isso, onde muitas vezes se tem o silêncio, na maioria das vezes é a onde estão os retornos bem mais claros, e se pensarmos bem, é uma resposta até muito sutil, porque palavras incertas soltas são piores do que o próprio vazio em expressão.


Não é justo conosco entrarmos na paranoia de querer saber ou entender tudo de uma forma mais profunda o por quê do outro visualizar e não nos responder ou o por quê do outro não te querer mais. Não há como ir fundo nas profundidades dos outros.


Mas tem como mergulharmos em nós mesmos, e ver lá no fundo o que não queremos mais, porque às vezes entender isso, vale muito mais a pena do que focar naquilo que desejamos. E entender, que haverá situações em que: uma mensagem visualizada e não respondida, foi porque a outra pessoa não quis te responder mesmo. A outra pessoa não te quis mais, porque o sentimento simplesmente uma hora muda. E às vezes ter isso como resposta nos basta para nossa sanidade mental!


O desejo vem do ego, e aquilo que você precisa aprender, talvez não venha através do seu capricho, e sim virá algo mais pelo que você verdadeiramente precisa, ou seja, o que a sua essência carece. E isso às vezes está tão inconsciente ainda em nós, que por fim nos esquecemos. Logo, ficamos na reluta por aquilo que não nos soma mais, conectados com situações que já foi passaram, com pessoas que já optaram por fazer outras histórias.


A fluidez da vida começa a aparecer quando aceitamos a realidade como ela é, porque é só assim que podemos começar a buscar por mudanças verdadeiras. Mudar aquilo que está ao nosso alcance é como uma segunda chance, e aquilo que não esta, apenas nos resta agradecer e seguir em frente.


“Tem coisas que estão na cara. Mas, por medo, muitas vezes, escolhermos negar o óbvio. A dor da desilusão é tão intensa que preferimos no apegar a idealizações. Há quem prefira viver anestesiado do que encarar a verdade. E tudo bem, todo mundo tem o direito de escolher se iludir. Mais cedo ou mais tarde, a decepção virá e a expansão da consciência também.” Gisela Vallin

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